terça-feira, 14 de março de 2017

Indicação: Sete minutos depois da meia-noite.

Fala, galeres! Eu sei, eu sei, o blog está às moscas, e digo mais, esse ano parece que vai assim mesmo. Inclusive, já adianto que este é um ano decisivo para o ninhodecorvo, se não fecharmos a página até dezembro, pouco provável que fecharemos nos próximos anos.


Galeres, o negócio é o seguinte, essa postagem era para ter saído há alguns dias dias, mas vamos lá. “A monster calls” é um filme profundo em sentimento e significado. Tão verdadeiro na força do que mostra que tive que postergar minha opinião sobre “Logan”.
O enredo é baseado em um livro homônimo, e trata da vida de um garoto, Conor, de 13 anos de idade, cujos pais são separados e, devido à doença de sua mãe, precisa ir morar com a avó, de quem não gosta.
Conor é um garoto introvertido, que internaliza seu sofrimento e quase não conversa. Entre o bullying diário, a doença de sua mãe, os atritos com a avó e a ausência do pai, o garoto encontra disposição para a arte (desenho e pintura) e fantasia.
Meus caros, se eu disser mais, vou ter que dar spoilers, e isso já é demais.
Durante 108 minutos, o filme lançado em Janeiro deste ano (5), escancara o simbolismo em nossa face, quase explicando-o para o público, e mesmo assim, nos sentimos intrigados por aquela representação.


O Teixo, dublado por ninguém mais que Liam Neeson (Ra's Al ghul em “Batman Begins” e Zeus em “Fúria de Titãs”1 e 2), estronda pela sala do cinema, repercutindo fortemente na vida de Conor (ou será o contrário?).
As cenas são sensacionais, principalmente nas inflamações do Teixo e na estilização de seus contos (contos?).
Mais isso não é nem de longe o mais importante no filme. O Drama se entrelaça com a fantasia, muito bem, traduzindo bem os sentimentos de dor,  solidão e desespero.
Eu afirmo hoje e pretendo continuar afirmando, em minha opinião, apesar de ser inconsistente com o dito acima, não há fantasia no filme.
Eu recomendo muito para todos vocês que ainda não assistiram, mas deixo um aviso, esse não é um título que eu queira assistir novamente tão cedo, a dor de Conor é tão vívida, tão presente e tácita que marca profundamente o espectador, ensinando empatia até nos mais duros corações.


Bom, é isso por enquanto pessoal, não percam esse título. Logo devo publicar minhas visões sobre “Logan” e “A chegada”, dois outros filmes recentes. As outras séries em andamento no blog também devem voltar em momentos oportunos. O “guia de sobrevivência ao apocalipse zumbi” está chegando à reta final, por isso espero os dias certos para as próximas publicações. Até mais, muito obrigado.
Corvo Gordo

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